Hoje o
medo deixou-me. Não sei de que tinha medo mas senti-o a sublimar na
minha pele. Como se uma tonelada de chumbo se desfizesse em
nanopartículas e se transformasse em energia cinética. Hoje sou força
motriz de mim mesma. Se o medo se vai solidificar de novo? Não sei. Mas
enquanto isso e um dia de cada vez, vou aproveitando este estado físico
de união entre os átomos que me fazem Maior.
Carolina
sábado, 12 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Há dias - parte VII
Há
dias em que me sinto presa nos limites do Horizonte...outros em que sou
brisa em circum- navegação. Outros em que gosto da quietude do fim da
tarde entre as ondas do sol-pôr. Outros há ainda em que amo o ruído dos
abraços da vida e há aqueles dias em que sou feliz no sorriso das minhas
pessoas-especiais sou a
cada dia mais a certeza de Mim, na incerteza sedutora da vida..sem as
amarras que não tenham sabor ao amor que me move...
Carolina
Carolina
sábado, 5 de abril de 2014
Marés (um desafio em cinco minutos)
Tempos houve em que acreditei que um pôr-do sol ia ser único
Mas os raios de sol escondem-se a cada noite d'alma...
Não há como fugir ao sol posto ou às órbitas interrompidas
Mas na preia-mar da minha liberdade apaixonei-me pelo horizonte
Descalcei-me e molhei os pés na maré baixa da minha esperança
Mergulhei depois mais confiante na zona de rebentação
E acordei em mar alto, olhando os antigos penhascos de um porto seguro
Afoguei os medos e deixei-me levar para onde o horizonte deixa de ter nome
E os dias não se escondem no abraço da lua cheia de sonhos
Carolina
Mas os raios de sol escondem-se a cada noite d'alma...
Não há como fugir ao sol posto ou às órbitas interrompidas
Mas na preia-mar da minha liberdade apaixonei-me pelo horizonte
Descalcei-me e molhei os pés na maré baixa da minha esperança
Mergulhei depois mais confiante na zona de rebentação
E acordei em mar alto, olhando os antigos penhascos de um porto seguro
Afoguei os medos e deixei-me levar para onde o horizonte deixa de ter nome
E os dias não se escondem no abraço da lua cheia de sonhos
Carolina
A Poesia do desapego
A
poesia do desapego é a estrofe cantada a solo antes do verso de um
abraço, sem esperar a rima da união mas caminhando segura e firme pelas
metáforas da vida...
Carolina
Carolina
A importância dos pequenos gestos...ou a Amizade mais perfeita das imperfeitas...
A
importância dos pequenos gestos é única e pode mudar uma Vida. Aquele
presentinho delicioso em forma de um lápis ou um livro de poesia, o
silêncio atento, uma música, 5 minutos a caminhar ao Sol, um lanchinho
inesperado, saber-se o que faz o amigo feliz preparando delicadamente
momentos inesqueciveis, uma mensagem ao acordar, aquela gargalhada que
faz toda a diferença. Tudo em pequenos gestos, sem exageros, sem
protagonismo, sem expectativas, saboreando a amizade mais perfeita das
imperfeitas em doses diárias de caminhada em sintonia...
Carolina
Carolina
terça-feira, 1 de abril de 2014
Há dias - parte VI
Há
dias em que o desejo se torna maior que o abraço que acolhe, que a boca
que fala, que os olhos que sussurram....há dias em que aprendemos a não
negar o que é maior que o corpo que guarda os segredos da nossa alma. Há
dias em que somos puxados para o centro do que sentimos, numa roda de
fogo do coração em chamas de medo. Há dias em que sabemos que tudo o que
prendemos com medo dos gritos que ecoam na nossa gaiola da Vida, voa
mais leve e mais alto. Há dias em que o Universo nos faz
cócegas...esperando ouvir a gargalhada de liberdade...
Carolina
Carolina
Se?
Se há
muito para fazer? Há. Se o tempo corre a uma velocidade diferente dos
nossos pés? Sim. Se a vontade de conseguir preencher os quatros cantos
dos desejos é enorme? É. Se conseguimos tudo ao mesmo tempo? Não. Por
isso...nada melhor que respirar e sorrir, enquanto estabelemos
prioridades...
Carolina
Carolina
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