quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Rosa-fogo
Rosa-fogo em areia movediça, pequeno botão-de-flor em espiral de nascimento, aroma de Mulher delicadamente espalhado no corpo do vento quente, amante do pôr-do-sol rubi, que fecunda o ventre da liberdade....
Carol Mikashi
sábado, 22 de junho de 2013
Reflexões
No verso da página da Vida, encontrei o
querer-mais, energia do desejo, que atropela a paciência numa escalada
sem corda pelas linhas dos dias, rasgando as palavras resignação e
conformismo e fazendo das imperfeições, trilhos secretos a
desbravar...
Carol Mikashi
Carol Mikashi
Re-nascimento
Das poucas certezas que tenho é que amo a Vida. Nasci duas vezes em 3
décadas. No dia em que saí do ventre da minha mãe e no dia em que ousei
sair da minha imaginação e abri a porta ao Mundo...e hoje sou anfitriã
das emoções e a todas recebo com o meu sorriso. Algumas posso não
desejar voltar a ver, outras faço questão de convidar a voltar sempre
que quiserem...Às vezes este albergue parece vazio mas há dias assim, em
que dançar sozinho é dançar com o Universo...
Carol Mikashi
Carol Mikashi
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Colibri em chama
Sou colibri em chama pousado em peito ausente, invísivel aos olhos. Mas carne viva nos meus lábios.
Carol Mikashi
terça-feira, 18 de junho de 2013
Santiago em União
Voltei ontem do que foi a minha primeira peregrinação, tendo como destino Santiago de Compostela. Parti como peregrina, não para cumprir uma promessa mas para descobrir o que é ser um peregrino nos caminhos cruzados desta vida. E para me desafiar a mim própria.
Houve pessoas que acharam que eu estava maluca, outras que recearam por mim, outras que me assustaram com os seus medos, mas apesar de saber que residia muito carinho nesse medo por mim, tive de me alhear de tudo isso e concentrar-me apenas nos planos que tínhamos feito que garantiam que a jornada ia ser segura e acima de tudo na minha vontade.
O que encontrei?
Um caminho que representa a Vida. Com altos e baixos, subidas e descidas íngremes pelos montes, bosques frondosos, riachos e ribeiros, vielas e auto-estradas. Passagens estreitas, travessias largas. Sol intenso e chuva refrescante. Cascatas de água fria e águas termais. A Natureza no seu esplendor. Aprendi sobre fauna, flora e muito sobre agricultura. Conheci e passaram por mim, outros peregrinos fantásticos e senti o que é ser uma cidadã do Mundo, do Universo.
Aprendi muito mais sobre mim mesma. E voltei com certezas que jamais quero voltar a perder.
Ri muito e no último dia choraminguei. Não de tristeza mas sim porque estava ali. Na meta. Curioso, senti sempre que o mais importante nem era tanto essa meta mas tudo o que fui vivendo ao longo desse caminho. Mas estar ali, no final do destino, depois de 118 km, fez-me crescer um metro dentro de mim.
Há muitos pormenores do caminho que não se consegue explicar por palavras. E se calhar prefiro mesmo guardar esses sentimentos dentro de mim. Na revolução que provocou no meu ser Mulher, no meu ser Humana, no meu ser União. Talvez só quem faz o caminho perceba o quanto se caminha dentro de nós...
Para os meus mosqueteiros:
António: sem ti nada disto seria possível. Foste o mentor desta ideia, quem me levou sem hesitar para esta aventura. E vi o teu olhar de orgulho no final, muito por mim. Jamais esquecerei os nossos abraços reconfortantes e aquele abraço no dia da chegada. Mano querido, feliz o dia que os nossos caminhos se cruzaram.
Nelson: Adorei a comunicação logísitica que fomos estabelecendo e jamais vou esquecer o 42... e o 8... localização? :) Meu mano de olhos azuis lindos, és aquela presença terna que nos embala no abraço da amizade e que nos faz acreditar que há pessoas maravilhosas nesta vida, como tu!
André: a ti já disse tanto. És o meu protector e um irmão de coraçãoe e alma. És o meu mano que sempre pedi aos céus e que encontrei em ti. O teu sorriso e a tua força foram muitas vezes o reforço de energia necessário para avançar mais uns metros. A tua confiança em mim ultrapassou sempre tudo.
Miguel: foste o companheiro de jornada sempre presente em qualquer altura, pronto a salvar-me das mais variadas situações. A tua alegria tornou sempre o caminho mais suave.
E agora?
O caminho não acaba aqui. Isto foi só o começo...
Carolina
Houve pessoas que acharam que eu estava maluca, outras que recearam por mim, outras que me assustaram com os seus medos, mas apesar de saber que residia muito carinho nesse medo por mim, tive de me alhear de tudo isso e concentrar-me apenas nos planos que tínhamos feito que garantiam que a jornada ia ser segura e acima de tudo na minha vontade.
O que encontrei?
Um caminho que representa a Vida. Com altos e baixos, subidas e descidas íngremes pelos montes, bosques frondosos, riachos e ribeiros, vielas e auto-estradas. Passagens estreitas, travessias largas. Sol intenso e chuva refrescante. Cascatas de água fria e águas termais. A Natureza no seu esplendor. Aprendi sobre fauna, flora e muito sobre agricultura. Conheci e passaram por mim, outros peregrinos fantásticos e senti o que é ser uma cidadã do Mundo, do Universo.
Aprendi muito mais sobre mim mesma. E voltei com certezas que jamais quero voltar a perder.
Ri muito e no último dia choraminguei. Não de tristeza mas sim porque estava ali. Na meta. Curioso, senti sempre que o mais importante nem era tanto essa meta mas tudo o que fui vivendo ao longo desse caminho. Mas estar ali, no final do destino, depois de 118 km, fez-me crescer um metro dentro de mim.
Há muitos pormenores do caminho que não se consegue explicar por palavras. E se calhar prefiro mesmo guardar esses sentimentos dentro de mim. Na revolução que provocou no meu ser Mulher, no meu ser Humana, no meu ser União. Talvez só quem faz o caminho perceba o quanto se caminha dentro de nós...
Para os meus mosqueteiros:
António: sem ti nada disto seria possível. Foste o mentor desta ideia, quem me levou sem hesitar para esta aventura. E vi o teu olhar de orgulho no final, muito por mim. Jamais esquecerei os nossos abraços reconfortantes e aquele abraço no dia da chegada. Mano querido, feliz o dia que os nossos caminhos se cruzaram.
Nelson: Adorei a comunicação logísitica que fomos estabelecendo e jamais vou esquecer o 42... e o 8... localização? :) Meu mano de olhos azuis lindos, és aquela presença terna que nos embala no abraço da amizade e que nos faz acreditar que há pessoas maravilhosas nesta vida, como tu!
André: a ti já disse tanto. És o meu protector e um irmão de coraçãoe e alma. És o meu mano que sempre pedi aos céus e que encontrei em ti. O teu sorriso e a tua força foram muitas vezes o reforço de energia necessário para avançar mais uns metros. A tua confiança em mim ultrapassou sempre tudo.
Miguel: foste o companheiro de jornada sempre presente em qualquer altura, pronto a salvar-me das mais variadas situações. A tua alegria tornou sempre o caminho mais suave.
E agora?
O caminho não acaba aqui. Isto foi só o começo...
Carolina
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Estou aqui
Estou
aqui. Independentemente da minha estatura. Da minha profissão. Das
minhas crenças. Da minha cor dos olhos. Da minha cultura. Do tamanho dos
meus sapatos.
Estou aqui de mãos abertas aos dias, de alma entregue às noites de luar.
Estou aqui para o que der e vier. Estou aqui para ampliar todos os sentidos que me fazem humana. Saborear, tocar, ver, ouvir, cheirar.
E estou aqui para multiplicar todo o sentir que o Universo me ofereceu num dueto de batidas de coração e sorrisos silenciosos.
Carol Mikashi
Estou aqui de mãos abertas aos dias, de alma entregue às noites de luar.
Estou aqui para o que der e vier. Estou aqui para ampliar todos os sentidos que me fazem humana. Saborear, tocar, ver, ouvir, cheirar.
E estou aqui para multiplicar todo o sentir que o Universo me ofereceu num dueto de batidas de coração e sorrisos silenciosos.
Carol Mikashi
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