terça-feira, 13 de setembro de 2011

Barquinho de papel


a noite já está cerrada...por hoje chega de remar...pouso os remos...encosto-me nesse meu barquinho feito à minha medida e olho as estrelas desenhadas à mão no meu céu dos sonhos...

Inspiro suavemente e fecho os olhos...o ondular da maré embala-me num torpor que me conduz até a um sono bom...

nesse meu barquinho de papel descanso por hoje...quando os primeiros raios de Sol raiarem, irei sentir a magia de um novo dia a tomar alturas no Universo que me abraça, de cada vez que os remos tocam as águas...

Mikashi

domingo, 11 de setembro de 2011

A música que me acompanhou neste fim-de-semana...



"Um deste dias vou poder
apaixonar-me outra vez
sem me importar de saber
se vai durar um ano ou um mês (...)

(...) Um destes dias vou ser capaz
de encontrar a felicidade
avançar em marcha atrás
ir de verdade em verdade"

sábado, 10 de setembro de 2011

Por 10 anos que passaram - 9/11 e por um Mundo em Paz




Por todos aqueles que morreram naquele dia...e por todos aqueles que morrem todos os dias pelas mãos do Ódio, da Vingança, da Ambição, do Fundamentalismo a todas escalas...

Que a Paz e a Esperança nunca deixem de brilhar nos olhos daqueles que não deixaram de acreditar (como eu) num Mundo melhor! Mikashi
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"That was my brother lost in the rubble
That was my sister lost in the crush
That was our mothers, those were our children
That was our fathers, that was each one of us
A million prayers to God above
A million tears make an ocean of
Chorus:
One for love
One for truth
One for me, one for you
I found spirit, they couldn't ruin it
I found courage in the smoke and dust
I found faith in the songs you silenced
Deep down it's ringing out in each of us

Yeah... yeah, yeah, yeah, yeah
Chorus:
One for love
One for truth
One for me, one for you
Where we once were divided, now we stand united
We stand as one... undivided.
How many hands? How many hearts?
How many dreams been torn apart?
Enough, enough... the time has come to rise back...
"



Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar... (MEC)

"Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hoje sinto-me assim... :)

domingo, 4 de setembro de 2011

Assim é o Amor... (Salvador Dali)


Fiquei fascinada por este quadro.... é simplesmente magnífico... 
(Obrigada à Elisabete Gonçalves que mo deu a conhecer...)

Mikashi

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

um poema de uma amiga - Heloísa Schüler Lange - que me tocou...

"Voltando ao campo florido
para colher margaridas
e cantar cantigas
andei pelo breu
achei não conhecer mais meu eu

Porém aprendo sempre
que, todos, um dia são feridos
e os cortes que causam dor
são, muitos, a nosso favor
cortes que nos salvam
são iluminados de amor..."
Heloísa Schüler Lange
(obrigada por me deixares colocar no meu cantinho...)