segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Jardim da Vida
É maravilhosa a sensação de respirar ar puro da alma, quando nos
dedicamos ao nosso jardim interior. Tão descuidado, desleixado e
abandonado tantas e tantas vezes. Dá trabalho cuidar deste jardim.
Encontramos umas teias de aranhas, uns animais esquisitos que fizeram
ninho onde não deviam e com aspecto que mordem. Picamo-nos nos espinhos
das dúvidas, as urtigas dos medos fazem comichão e ainda corremos o
risco de encontrar umas flores carnívoras que apareceram sabe-se lá de
onde. Mas quando regamos com
água-de-amor e adubamos com compostos naturais de verdade e coragem,
vemos um paraíso a surgir do meio dos fetos gigantes que vivem nas
nossas sombras. Da minha parte prefiro cultivar as flores campestres,
mais sinceras, resistentes e verdadeiras. Dispenso as flores de estufa
que morrem ao primeiro golpe de ar. As exóticas, cada um que cuide das
suas. Elas sobrevivem nos seus terrenos originais e sucumbem se forem
transplantadas, porque não é o habitat delas. Gosto de árvores da Vida
também. Que criam raízes fortes e se elevam aos céus. E falam connosco,
de tempos idos e de tempos por vir. Que só morrem se incendiarmos as
nossas alegrias e esperanças. Tenho muito a aprender ainda sobre
jardinagem. Mas desde que comecei...apaixonei-me por este meu jardim.
Tão Meu. Carolina
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Mapa do Tesouro
Cada
um de nós é um mapa. Mapa de um tesouro que se chama essência. Quanto
sentimos que a essência do Outro nos cativa, temos que respeitar os
sinais traçados no mapa, saber ler enigmas que muitas vezes não se
traduzem em palavras e reconhecer caminhos já antes percorridos. Devemos
estar preparados para labirintos sem saída, precipícios inesperados e
quedas de água abruptas. Mas também podemos ser surpreendidos com campos
verdejantes de tranquilidade, fogueiras ao anoitecer, o pôr-do-sol em
silêncio e um oceano que nos apetece navegar. Basta saber que cada mapa
é único e deixar-nos guiar pelas estrelas que ligam os céus da nossa
Vida. E chegaremos a bom Porto. Onde sabemos que estamos em casa.
Carolina
terça-feira, 7 de agosto de 2018
A felicidade dá trabalho
A felicidade dá trabalho, dá sim, já li em alguns outros textos e não
podia concordar mais. Às vezes acho que não somos mais felizes, por uma
questão de preguiça e comodismo. E esse trabalho é connosco mesmo. É
acreditar a cada manhã, que apesar das patetices do dia anterior, hoje
vamos conseguir ser emocionalmente inteligentes, é arrumar sem raiva os
pensamentos negativos que atravessam a mente qual melgas à procura de
sangue. É a cada noite ter a certeza que se tentou um pouco
mais fazer aquilo que o nosso espírito nos sussurra. E não aquilo que é
mais conveniente ou para aprovação. É não esquecer a meio do dia de dar
uma forcinha a nós próprios, tipo Ei, não está tudo a correr tão bem,
mas vamos lá, a tua força é imensa. Se não fizermos nada disto, somos
atropelados por uma manada de bisontes que são as nossas desilusões. Por
isso há que levantar e andar, para além do horizonte e se for preciso
caminhar até ao fim do mundo que conhecemos. E ter a certeza que a
felicidade está é nesses passos. Esmorecer é fácil, basta encostarmo-nos
a um canto e deixar as horas passar. O difícil mas que dá cá uma
genica, é levantar e continuar. Over and over again. Por isso vamos
trabalhar. Sem preguiça. Porque merecemos ser felizes. A cada momento.
Carolina
domingo, 5 de agosto de 2018
Águas de Vida
A vida é como a água do mar...Temos receio que esteja fria, e vamos
metendo o pé a medo. Arrepiamo-nos e dá-nos vontade de voltar a correr
para a toalha. Para a areia firme. Mas pensamos, oh mas vir à praia e
não ir à água é um desperdício. E metemos o outro pé. Se vemos uma zona
calma, ganhamos mais confiança e vamos entrando lentamente. Confortados
também pelos outros que brincam alegramente na maré baixa. Mesmo assim
há que ter cuidado com os declives súbitos. É preciso manter o foco, e
estar preparado. Saber recuar quando necessário e passar a rebentação
quando a maré começa a subir. Claro que há dias em que todos os sinais
nos mandam ter calma, e isso faz parte do caminho da vida também. A
atenção ao perigo. Mas há sempre alturas em que vale a pena ir um pouco
mais longe. Deixar a margem e a terra segura. E nadar juntamente com os
nossos sonhos
:) e quem sabe atrever a mergulhar na Vida que espera por nós
:) Carolina
domingo, 22 de julho de 2018
6 anos de Sabor Latino
E ontem foi o dia de mais um espectáculo do Sabor Latino... aquele dia
especial que muitos sabem como é sentido...a cada minuto da música
;)
Marca também uma data inesquecível para mim. Faz 6 anos que entrei pela porta da escola que mudou a minha Vida. Serei sempre grata por esse momento.
Aprendi tanta coisa, que não há limites, que tudo é possivel, que há pessoas muito especiais e amigos fantásticos. Guardo memórias incríveis, de felicidade pura.
Nestes 6 anos tive ilusões, desamores, lições de Vida e demonstrações do que é ser AMIGO.
Este ano fiz um Reset em vários aspectos da minha Vida. Custou. Mas valeu a pena.
Porque ontem graças a pessoas maravilhosas com quem partilhei o dia de ontem, algo renasceu em Mim. Porque a dança mora na minha essência. No meu sorriso. No meu abraço.
Pela 1a vez emocionei-me numa coreografia. Aquele acorde final... tocou directo na alma.
Acho que fiz um Tourner la page
:) cá dentro, com a cereja numa bachata bem especial
:)
E adorei ter dançado descalça ou de sapatos rasos..bem terra a terra... e deixo a memória das minhas primeiras sapatilhas que nunca larguei...elas sabem o que os meus pés sentiram durante estes 6 anos.
Gratidão a esta escola das emoções e a todas as luzinhas lindas que me permitiram crescer e sorrir para vocês, porque mesmo nos gestos mais simples pode haver tanta Vida. E que siga a dança da Vida. Carolina
Marca também uma data inesquecível para mim. Faz 6 anos que entrei pela porta da escola que mudou a minha Vida. Serei sempre grata por esse momento.
Aprendi tanta coisa, que não há limites, que tudo é possivel, que há pessoas muito especiais e amigos fantásticos. Guardo memórias incríveis, de felicidade pura.
Nestes 6 anos tive ilusões, desamores, lições de Vida e demonstrações do que é ser AMIGO.
Este ano fiz um Reset em vários aspectos da minha Vida. Custou. Mas valeu a pena.
Porque ontem graças a pessoas maravilhosas com quem partilhei o dia de ontem, algo renasceu em Mim. Porque a dança mora na minha essência. No meu sorriso. No meu abraço.
Pela 1a vez emocionei-me numa coreografia. Aquele acorde final... tocou directo na alma.
Acho que fiz um Tourner la page
E adorei ter dançado descalça ou de sapatos rasos..bem terra a terra... e deixo a memória das minhas primeiras sapatilhas que nunca larguei...elas sabem o que os meus pés sentiram durante estes 6 anos.
Gratidão a esta escola das emoções e a todas as luzinhas lindas que me permitiram crescer e sorrir para vocês, porque mesmo nos gestos mais simples pode haver tanta Vida. E que siga a dança da Vida. Carolina
sábado, 21 de julho de 2018
O dia da Dança
E hoje é mais um daqueles dias
:)
que são especiais. Duas vezes por ano a adrenalina sobe, as unhas
tornam-se vermelhas, os holofotes acendem e os acordes transformam-se em
passos de dança. Como sempre, o melhor são as pessoas. Os professores
magníficos e os meus colegas fantásticos. Amizades de sempre, amizades
novas, interajuda, gargalhadas, foco. Ausências que fazem parte. Sentir
como é bom reencontrar pessoas que já não é tão costume devido a
horários diferentes e ouvir aquele: oh Carolina ao tempo.
:)
Abraços antes e depois são esperados. Sorrisos o tempo todo. O nervoso miudinho que ajuda a concentrar. E a certeza que a perfeição existe: na alegria que se sente
:) divirtam-se meus amigos...isso será sempre o mais importante. E que comece a dança! Carolina
Abraços antes e depois são esperados. Sorrisos o tempo todo. O nervoso miudinho que ajuda a concentrar. E a certeza que a perfeição existe: na alegria que se sente
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Dança da Vida
Deixemos a dança da Vida fluir....de facto...muitas vezes é preciso
deixar o movimento acontecer em vez de tentar perceber qual é o músculo
que é accionado a cada contagem...Se eu não gosto de contar os tempos
enquanto danço, mas sim sentir a música...talvez valha a pena fazer o
mesmo com a Vida...Sentir a Vida! Carolina
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